Evando Batalha Piancó

Evando Batalha Piancó, político e empresário arariense; vereador por seis mandatos e presidente da Câmara Municipal por seis legislaturas. Foto: Acervo da Câmara Municipal de Arari

Evando Batalha Piancó, político e empresário arariense. Nasceu em 28 de março de 1966, no povoado Mata, na zona rural de Arari. Filho do paraibano Gentil Leite Piancó e da arariense Auzenir Batalha Piancó, segundo de 8 irmãos, é pai de dois filhos, Rafael e Luíza, do seu casamento com Kassiane Piancó. Não chegou a ter filhos da união conjugal com Vanessa Sena.

Residiu em Arari desde a tenra infância, onde sua família passou a residir pensando na educação dos filhos. Herdou do seu pai seu mister, trabalhador da construção civil que era da construção civil no ramo de construção de estradas. Do seu ex-sogro, Manoel de Jesus Araújo (Jesus Foguete), herdou o gosto pela vida pública e o despertar para atuação política.

Estudou o Ensino Fundamental Anos Iniciais na escola de sua avó, a professora Luiza Francelina, e o Ensino Fundamental Anos Finais na cidade de Imperatriz, cursando o Ensino Médio no Colégio Comercial de Arari, que mantinha o curso profissionalizante em Contabilidade. A partir de 1985, radicou-se em São Luís, onde estudou o Nível Técnico na Escola Agrícola.

Na sua vida profissional, trabalhou inicialmente na Fundação Nacional do índio (Funai), em Barra do Corda e São Luís, também exercendo ocupação na Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e no Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar).

Identificando-se mais como empreendedor, optou por ser autônomo, atuando na compra e venda de veículos, ou seja, no setor comercial. Posteriormente, tornou-se empresário no mesmo ramo do seu pai, ou seja, com uma empreiteira na construção de estradas e pavimentação, ocupação a que sempre se dedicou desde então, inclusive paralelo à sua vida política.

Retornando a Arari, passou a se dedicar também à vida pública, tornando-se um dos mais prestigiados políticos locais, com 20 anos de exercício da vereança e quase 11 de gestão legislativa. Candidatou-se a vereador nas eleições do ano 2000, galgando a primeira suplência. Quatro anos depois, candidatou-se novamente, sendo eleito em 2004, desde quando foi reeleito continuamente, em 2008, 2012, 2016 e 2020 e 2024, exercendo seis mandatos na Câmara Municipal, sempre figurando entre os vereadores mais votados do município.

Na sua atividade parlamentar, foi presidente da Câmara por seis legislaturas, chefiando o Legislativo Municipal por mais de uma década. Ao longo das suas gestões na Câmara Municipal, não se deteve somente ao exercício parlamentar de legislar e fiscalizar ou somente na gestão interna da Casa Legislativa, mas de forma muito operativa buscava benefícios ao município, colaborando efetivamente com o Poder Executivo.

Com bom trânsito em Brasília junto ao FNDE e ao Senado Federal, por meio de parceria com esse órgão e com o senador Roberto Rocha, conseguiu expressivas emendas para infraestrutura, como construção e reformas de escolas e pavimentação de estradas vicinais, para citar somente esses exemplos. Enquanto presidente, sempre manteve boa e estreita relação institucional, inclusive no âmbito da cultura, com presença e apoio a iniciativas, a exemplo da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências – ALAC, do Instituto Perone e outras iniciativas congêneres.

Ao longo dos seus mandatos, demonstrou forte liderança institucional, abertura ao diálogo com seus pares e atitude diplomática e apaziguadora, inclusive na relação com Executivo. Pautou-se como um chefe atento e afetuoso com os servidores legislativos. Com uma boa relação com a comunidade, era figura presente no cotidiano do município e da sua população.

Bom amigo, cultivou emblemáticas relações fraternas como com os amigos Bombinha, Carlinhos, Gonzaga, Gusmão, Ligeiro, Neyrialdo e Pelezinho, entre tantos outros do seu círculo próximo. Embora de atitudes e personalidade firmes, foi um bom bon vivant, sendo pessoa recorrente em rodas de conversa, momentos de lazer e entretenimento. Como ele mesmo se autodefiniu em entrevista de um ano atrás, via-se como uma pessoa de modo simples, que gostava de pescar, encontrar-se com os amigos… entre outras coisas também simples.

Inicialmente, a imprensa local e regional noticiou que, em 2025, Evando Piancó enfrentava problemas cardíacos e vinha realizando tratamento médico em São Paulo. Essa informação foi contestada pela família, que esclarece ser acompanhamento de rotina e sem implicações comprometedoras tanto gástricas quanto cardíacas.

Mas, o parlamentar e empresário teve um mal-estar a uma hora da manhã de 28 de julho, quando estava em sua chácara no bairro Tresidela, em Arari, vindo a óbito pouco tempo depois, aos 59 anos, por causas formalmente desconhecidas até o momento, embora noticiado ter sido vítima de um infarto.

A partir das primeiras horas da manhã, Piancó recebeu homenagens póstumas em Arari, com visitação popular durante velório realizado na Quadra da Escola Militar, das 10h00Min. às 18 horas, e ato oficial em celebração conjunta da câmara e prefeitura, com participação de familiares, amigos, políticos, religiosos e autoridades locais e das cidades vizinhas.

Ainda em sua homenagem, foram feitas manifestações por meio de Nota de Pesar das câmaras de Miranda do Norte, Vitória do Mearim e Viana, entre muitas outras por parte da classe política local e regional, e por instituições da sociedade civil. A Prefeitura de Arari e a Câmara Municipal decretaram Luto Oficial de sete dias e ponto facultativo no dia 29.

Sua despedida foi realizada com cortejo fúnebre, no início da noite, contando com homenagem solene em frente à Câmara Municipal e percurso até a saída da cidade, de onde seu corpo foi conduzido à capital São Luís. Na capital, foi velado no dia seguinte (29 de julho), na Pax União, na Rua Osvaldo Cruz, e sepultado no Parque da Saudade, no bairro Vinhais, ao final da manhã.

FERNANDES. José Cleilson. Evando Batalha Piancó: biografia. Portal Arari, 2025. Disponível em: <www.arari.org.br>. Acesso em: 00/00/0000. [copie, cole em seu texto e adicione a data atual]

Autor

  • Cleilson Fernandes

    Jornalista, SRT/MTE 1787/MA, pesquisador, consultor e orientador acadêmico. Membro-fundador da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências (ALAC) e do Instituto Histórico e Geográfico de Arari (IHGA). Mestre em Letras (UFMA), tem licenciatura plena em Filosofia (FAEME) e bacharelado a concluir em Psicologia (CEUMA).

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